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‘2021 consolidou a Agros como uma empresa de legado e continuidade’

Presente nos principais Estados produtores de grãos do Brasil, o Grupo Agros, com sedes em Erechim/RS e Júlio de Castilhos/RS, chega ao fim de 2021 com acréscimo de cerca de 20% em seu faturamento, número que consolida posição de referência da marca no agronegócio nacional. Em 2022, conforme a diretora geral da empresa, Ana Cristina Cantele Coimbra, a meta é manter a taxa de crescimento entre 15% e 20%.


Para tanto, a previsão da organização é superar 1 milhão de hectares atendidos pelo aplicativo Aqila, desenvolvido pela Agro1, braço tecnológico do Grupo, que trabalha, também, com a perspectiva de ampliar a atuação do Agrogestão – responsável, atualmente, por atender mais de 500 clientes distribuídos em 2 milhões de hectares. Além disso, a projeção da diretora inclui, ainda, ultrapassar os 75 mil hectares de área cultivada sob responsabilidade dos serviços de Assessoria no Rio Grande do Sul e superar os mais de 50 projetos realizados neste ano pela Consultoria no Brasil, nas áreas de governança, gestão, tributária e pessoas.


Nesta entrevista, Ana Cristina Cantele Coimbra apresenta os motivos do afirmativo momento; celebra a inauguração da nova sede de Erechim; alerta produtores sobre a importância da gestão, a fim de evitar riscos na safra de 2022; e antecipa projetos que devem ganhar o País nos próximos meses. Confira:

O Grupo Agros foi posto à prova no fim de 2019 com a partida de um de seus fundadores. De lá para cá, no entanto, a empresa tem mantido crescimento sustentado e expressivo, ampliando sua atuação nacional – com aumento de 20% no faturamento em 2021. Quais as razões do sucesso?

Acredito que a força do Grupo se sustenta na união em torno do propósito, a partir da construção de soluções compartilhadas e inovadoras que buscam somar as capacidades. Particularmente, 2021 representou o ano que consolidou a Agros como empresa de legado e continuidade. Agrega-se a isso a expertise de 35 anos de atuação no agronegócio e o comprometimento das lideranças e colaboradores em transformar realidades e situações adversas em resultados consistentes e de rápida verificação, o que é feito por meio de equipes multidisciplinares, atendendo com a mesma qualidade demandas de caráter operacional e técnicas, além de cenários estratégicos, que envolvem reposicionamento/reestruturação ou mesmo sucessão familiar. Trabalhamos centrados no tripé: produtividade, rentabilidade e longevidade.

É possível manter o atual ritmo de crescimento em 2022?

Acreditamos que sim. Conseguimos realizar uma boa transição durante a pandemia, fortalecendo bases, princípios e valores, reconhecendo aqueles colaboradores que se destacaram ao longo dos últimos anos. Em razão disso, e da reputação da empresa no mercado, projetamos uma taxa de crescimento entre 15% e 20% para 2022, tendo como foco a ampliação da atuação do Aqila, que chegará a 1 milhão de hectares atendidos. O Agrogestão também deve proporcionar importantes avanços, chegando a mais de 600 clientes. Ainda, devemos crescer no quantitativo de área cultivada dos clientes da Assessoria, saltando de 69 mil hectares para mais de 75 mil hectares, e nos projetos da Consultoria.

Há algum produto ou serviço novo no radar?

Vários, especialmente, na Agro1. Estão em desenvolvimento, por exemplo, soluções voltadas à pecuária e análises comparativas, além de sementes, o qual se encontra em estágio mais avançado. Em 2022, atualizaremos nosso planejamento estratégico, o que deve representar novidades adequadas às necessidades do mercado.

Qual é a importância das equipes neste processo de inovação e crescimento?

O desenvolvimento de líderes e a capacitação constante são marcas do Grupo Agros há mais de três décadas. A empresa é das pessoas que trabalham aqui, e isso se reflete na relação entre os colegas e com nossos clientes. A nova sede de Erechim, inaugurada em dezembro deste ano, foi concebida com esta proposta: aproximar as pessoas. Derrubamos portas e colocamos vidros fazendo com que, de fato, todos compartilhem o espaço e trabalhem em cooperação. A nova sede é a marca este novo ciclo de integração e unidade. E, neste contexto, seguimos crescendo. Embora estejamos com 187 colaboradores, temos cerca de outras 20 posições abertas em diferentes setores como Implantação (Agro1), suporte e outros, contemplando de programadores a agrônomos. Enfim, estamos abertos a novos talentos, que queiram ser desafiados e estejam dispostos a crescer junto conosco.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) prevê safra recorde para o Brasil, em 2022. Contudo, o custo da produção tem se revelado um gargalo. Como o produtor deve se comportar neste cenário?

É preciso atuar com foco no tripé: estratégia, tática e operação, o que chamamos de pirâmide de responsabilidades. Hoje, é vital ter alguém ativo na posição estratégica. Não dá pra deixar o navio sem o capitão. Igualmente, é determinante estar atento à gestão do negócio, controlando o caixa e mantendo o foco no essencial. É preciso responder ao questionamento: o que é essencial para a empresa? Afinal, se é verdade que nos últimos dois anos os preços subiram 100%, também é verdade que alguns insumos como fertilizantes tiveram aumento de mais de 200%. Desta forma, entendo que é fundamental, antes de mais nada, garantir o capital de giro para a safra – e, só a partir daí, pensar em novos investimentos. Temos na empresa uma máxima, que tem se confirmado e serve de alerta: o produtor deve estar preparado para um ano de safra excelente; dois de safras boas/normais; e um ano com mais dificuldades. E, acredite: ter ciência disso faz muita diferença.


Texto: Salus Loch

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